
E assim Clara seguiu pelo bosque. Com muita coisa na cabeça mas uma só no coração: A vontade de ser feliz!
Tava chovendo. Chovendo muito.
Mas isso não a impediu de pegar sua bicicleta e voltar sabe Deus quando.
Na cesta as lembranças, a saudade...
E quanto mais aumentava a velocidade, mais ilícita ficava a vontade de se desfazer de tudo.
Até que a luz no fim do túnel apareceu.
E dava pra beira do Lago das Aflições, onde se despejava tudo que não queria se guardar.
Parou... desceu... sentou e retirou as lembranças e a saudade da cesta.
Olhou para o lago e sem pestanejar as jogou... e a cada centímetro de profundidade uma lágrima caía e ajudava a afunda-las cada vez mais rápido... e mais rápido... e mais rápido.
Até desaparecerem na imensidão do lago.
Nesse momento ela sentiu uma sensação horrível e retirou seu olhar da água.
Levantou... subiu na bicicleta e seguiu em frente disposta a recomeçar a vida, jurando a sí mesma que nunca mais voltaria naquele lago.
(...)
Ao chegar em casa percebeu que tinha esquecido de tirar o amor da cesta.
© 2007 Miguelito Martinez
Um comentário:
Lindo texto!
Lindo mesmo...
ParaBENs! :o)
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